sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cotas raciais, não é sobre você e sua vaga na faculdade.

Uma pessoa negra obtêm nota menor no processo seletivo, mas consegue a vaga devido o sistema populista e demagógico denominado cotas raciais, isso não é certo, afinal:  É preconceito reverso! Negros tem a mesma capacidade de um branco! Meritocracia é justa, um negro pegar minha vaga sabendo menos não!.

Parece simples, logico e correto ser contra cotas raciais, para alguns menos radicais a cota social faz mais sentido e resolve o problema. Infelizmente essa questão esta longe de ser superficial e ter um resposta exata, vamos analisar alguns dos principais argumentos:


O processo seletivo universitário é meritocrático, quem se esforça consegue.






O problema aqui é achar que a unica limitação é a capacidade, pensar que a prova é a mesma e a capacidade também, logo, o jogo é o mesmo. O jogo ate pode ser o mesmo, mas as condições iniciais e as regras não, falar de meritocracia quando não existe igualdade é piada. A lei não diz que negro é menos capacitado que brancos, só tenta corrigir uma desigualdade social.

Isso é pro seu própio bem. Not./ Off. Ei./ Puft, puft. Sai de cima de mim./ Phey. Ja deu, Ja deu, estou me levantando./ Eu realmente sinto muito por ter sido racista antes, agora eu entendo melhor./ Tudo bem, agora me da uma ajudinha aqui, de boa?. Claro que não, isso seria racismos reverso, olhe, eu cheguei aqui sozinho, por você não pode?


O processo de avaliação não se resume a prova, não avalia somente um ano de estudo e sua dedicação, o que está em pauta é a formação de, em media, 18 anos de um indivíduo. Parece difícil compreender como o racismo pode atrapalhar o estudo de alguém, a kkk não vai bater na porta do negro e fazer ele parar de estudar, mas essa limitação é por vermos o racismo apenas quando é expresso em forma de ataques, ofensas e ate agressão. O racismo é sutil, está implícito no nosso comportamento social e afeta a pessoa em todas as esferas da sua vida: Pessoal, social e econômica. O estudo não se cingi ao âmbito acadêmico, uma pessoa em depressão pode, e provavelmente vai, ter seu aprendizado prejudicado por fatores externos.


Cotas sociais resolvem. A maioria pobre é negra, o problema não é ser negro, é ser pobre.


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Esse argumento é forte, mas possui falhas. O preconceito racial independe da condição econômica, quando um branco não faz curso superior ele provavelmente vai conseguir um emprego razoável, já um negro vai encontrar mais dificuldades, as opções mudam conforme a etnia. Uma mesma renda não garante mesmo tratamento, muito menos mesmas oportunidades, brancos possuem um privilegio que o coloca a frente, seu grupo é o grupo dominante e opressor.

O sistema de cotas raciais não é compensação histórica, o Brasil é um pais extremamente miscigenado, é impossível separar por etnia levando em conta os antepassados. Racismo no brasil é sobre a cor da pele, o visual, então não convêm falar das cotas e questão genética.  Sofre-se prejuízo social por ser escuro.

A utilidade da reportagem é: Falar de questões biologias no racismo brasileiro é inútil



O assunto não é a faculdade

Cotas raciais é uma ação afirmativa, são medidas temporárias com a função de eliminar desigualdades. As universidades são apenas instrumentos, busca-se por meio acadêmico inserir negros na sociedade de modo igualitário, então o simples fato de termos mais negros andando pelos campos das ufs da vida já é de certo modo um lado positivo. A elite intelectual é majoritariamente branca, não acho necessário colocar dados aqui, afinal, é a realidade vista por todos no dia a dia.



Os argumentos contra-cotas em grande parte desconsidera a real finalidade delas e foca no famigerado e supervalorizado ensino superior (Isso aqui é assunto para outra hora), pouco importa você e sua vaga, o objetivo aqui é maior: Uma sociedade mais igual. 

Então precisamos sacrificar o nosso setor acadêmico? Não! Diferente do que muitos pensam, os estudantes cotistas estão se saindo muito bem, como mostra a IstoÉ:







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